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Por que esse medicamento não funciona comigo?

O genoma humano contém cerca de 30.000 genes, com um total de 3,12 bilhões de nucleotídeos, os quais apresentam mais de dois milhões de polimorfismos (mutações na sequência de DNA) ocorrendo com uma frequência de 1 a cada 1.250 pares de bases.

Essas alterações causam variação da sensibilidade aos fármacos, fenômeno que é responsável pelas reações adversas inesperadas e pela baixa taxa de efetividade de alguns medicamentos em certas pessoas. Por que isso é importante?

Porque cada um de nós é único. Isso quer dizer que uma mesma medicação pode não funcionar para pessoas diferentes.

A ciência que estuda a relação entre as disposições genéticas de uma pessoa e cada resposta individual do corpo a um medicamento é chamada de farmacogenética. Esse ramo da ciência vem tornando-se cada vez mais importante em pesquisas e desenvolvimentos farmacêuticos. O objetivo primordial da farmacogenética na prática clínica é reduzir as reações adversas e os Problemas Relacionados a Medicamentos (PRM), pois estuda simultaneamente vários genes e suas interações.

A utilidade potencial da farmacogenética na melhora do tratamento farmacológico é ampla. A prática dessa especialidade implicará na redução de efeitos adversos e no aumento da eficácia e segurança do uso de medicamentos.

Vale ressaltar que não são apenas os genes que determinam a forma como vamos reagir a alguns medicamentos. Fatores como peso, idade e sexo, além do estado da nossa saúde, também influenciam na resposta do organismo ao tratamento de doenças. Uma pessoa com hipertensão ou problemas hepáticos, por exemplo, precisará de dosagem diferente de um dado remédio para tratar o mesmo sintoma que afeta um adulto saudável. E o mesmo cuidado com as doses vale para crianças, gestantes e idosos. A automedicação também pode causar sérios problemas à saúde, podendo levar à internação e ou óbito

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Alimente-se bem

Algumas frutas e vegetais apresentam grandes quantidades de água em sua composição. A melancia, por exemplo, tem mais de 90% do seu peso em água, assim como as folhas verdes. Além de serem ricas em líquidos, as frutas e verduras são fonte de potássio, mineral que precisa ser resposto quando há uma produção de suor muito intensa. Sucos de frutas são ótima opção, também, para repor a água e os sais minerais perdidos em dias quentes. Outra fonte importante é o leite, que possui mais de 80% de água em sua composição.

O consumo de gorduras deve ser evitado em dias muito quentes, pois elas não são bem metabolizadas, por conta da perda de líquidos do organismo. O resultado de um almoço cheio de frituras, por exemplo, pode ser uma sensação de mal-estar e desconforto algum tempo depois.


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Câncer de pele e o verão

Durante o verão a radiação solar incide com mais intensidade sobre a Terra, aumentando o risco de queimaduras, câncer da pele e outros problemas.

O verão é o momento de intensificar o uso de filtro solar, que deve ser aplicado diariamente, e não somente nos momentos de lazer.  Os produtos com Fator de Proteção Solar (FPS) 15 ou 20 podem ser usados no dia a dia; e o FPS 30 ou superior é ideal para uma exposição mais longa ao sol (praia, piscina, pesca etc.).

O produto deve proteger contra os raios UVA (indicado pelo PPD) e contra os raios UVB (indicado pelo FPS). Aplique o produto 30 minutos antes da exposição solar, para que a pele o absorva. Reaplique-o a cada duas horas, mas fique atento, esse tempo diminui se houver transpiração excessiva ou se você entrar na água. Aplique o protetor uniformemente em todas as partes de corpo, isso inclui mãos, orelhas, nuca, pés.

Em crianças, inicia-se o uso do filtro solar a partir dos seis meses de idade, utilizando um protetor adequado para a pele sensível da criança, de preferência os filtros físicos. Você pode pedir orientação a um pediatra ou a um dermatologista sobre qual o melhor tipo para cada caso. É preciso que as crianças e jovens criem o hábito de usar o protetor solar diariamente, pois 75% da radiação acumulada durante toda a vida ocorre na faixa entre 0 e 20 anos.

As pessoas de pele negra têm uma proteção “natural” da pele, pela maior quantidade de melanina produzida, mas não podem esquecer da fotoproteção, pois também estão sujeitas a queimaduras, câncer da pele e outros problemas. Assim como as pessoas de pele mais clara, precisam usar filtro solar, roupas e acessórios apropriados diariamente.

Não descuide da hidratação, por dentro e por fora. Aumente a ingestão de líquidos no verão e abuse da água, suco de frutas e da água de coco. Todos os dias, aplique um bom hidratante, que ajuda a manter a quantidade de água na pele entre 10% a 30%.

Alguns alimentos podem ajudar na prevenção dos danos que o sol causa à pele, como cenoura, abóbora, mamão, maçã e beterraba, pois contêm carotenoides, substância que se deposita na pele e retém as radiações ultravioletas. Esta substância é encontrada nas frutas e legumes de cor alaranjada ou vermelha.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia

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